domingo, 30 de maio de 2010

No poço.


Talvez eu tenha perdido mesmo os meus valores. Talvez eu tenha perdido minha suposta identidade. Talvez o meu brilho tenha apagado no decorrer dos dias. Talvez sua ausência tenha me feito sentir assim. E numa batida de uma canção eu me encontro. - Alguém me ajude, por favor, dê-me uma luz, dê-me um caminho, um amor, dê-me asas e um bom lugar pra respirar.
O poço tem ficado mais fundo, me perdi, eu tento voltar, mas minhas sombras me perseguem aonde eu vou, me sufocam, e eu morro um pouco a cada dia.
Perdoem-me aqueles que esperaram muito de mim, me perdoem aqueles que acreditaram em mim, perdoem-me aqueles que confiavam em mim, mas minhas sombras ainda estão aqui. Elas tem me feito sentir mal, me controlam, me cegam, portanto me perdoem. Quando eu voltar, se eu me libertar, prometo compensar com todas as forças de um coração que insiste pulsar o amor, com todo esforço que meu frágil corpo permitir, com o que ainda restar de mim.


Licença Creative Commons
A obra No poço. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

4 comentários:

Fred Matos disse...

É um texto bem escrito, mas espero que seja absolutamente fictício.
Ótima semana.
Beijos

MaressaBrito disse...

ficou otimo gata,
quase um suspiro.
" set me free i can love again."

Cibele Portela disse...

Que lindo Elyza *-*
Adoro quando escreve textos!

Brunno Leal disse...

Tem vezes que estamos assim mesmo, como que no fundo do poço. Mas nada como um dia após o outro... ;)

Beijos!