quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O vilão de nós dois.




Saí da lojinha alternativa e cara onde passei mais tempo do que deveria escolhendo roupas novas depois de uma fase difícil que aprendera a superar. Olhei para o meu lado esquerdo e o vi. Incrível, ele não fica feio. Estava bem vestido, como nunca o havia visto antes, escondia suas tatuagens numa roupa social. Outra coisa incrível, ele estava vestido com roupas sociais. Ele me viu. Sorriu. Explorou-me com os olhos e veio ao meu encontro.
-Oi!
-Oi!
Ele estava bem, seria desnecessário perguntar, até porque ele tomou a iniciativa de me cumprimentar, então ele estava bem.
- Como você está? – Foi inevitável.
- Pô, to bem. – Eu queria que ele estivesse bem, apesar de tudo, nós merecíamos isso.
- Que bom.
- E você?
- Estou ótima.
Eu estava ótima mesmo, não exagerei.
- Quanto tempo, hein?! – Ele disse, com um ar não de completamente decepcionado, mas ainda assim, decepcionado.
- É. Fico feliz em te encontrar.
- Eu também.
Ficou um silêncio ou pareceu um silêncio no tempo em que digerimos o que tínhamos acabado de dizer.
- Você está linda. Como sempre.
Tentando ser a pessoa mais meiga possível, sorri. Me esforcei para não passar qualquer outra coisa pelos meus olhos. Tentei lembrar as vezes que ele me dizia isso, mas não daquela forma, não em pé, não sem graça e nem como um estranho. Eu o olhava e incrivelmente ele era um estranho na minha frente no qual algum dia ou num passado distante parecia que eu já o conhecia de algum lugar, só não lembrava de onde e a única coisa que consegui dizer foi:
- Obrigada.
Tentei ser doce e acho que ele entendeu o recado. Eu queria dizer que ele estava muito bonito também, mas minhas pernas foram mais rápidas que minha boca. Poucos minutos depois o filme da nossa historia estava passando pela minha cabeça e eu estava identificando o vilão da história. Descobri que fomos nós dois. Uma história que não valia a pena um replay.


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A obra O vilão de nós dois. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Deixe assim.


Deixe do jeito que está
Eu te amando, você me observando
Está bem assim,
Meu amor idealizado
Que há tempos busca um fim.

Meu coração escorregou das minhas mãos
E não tenho força para recuperá-lo
Não me chame de tola, meu bem
É que gosto desse jeitinho de estar afim
Se ele voltar, não voltará inteiro
Ele já não é mais o mesmo
Mas... Deixe do jeito que está
Deixe assim, eu gostando de você e,
Você gostando de mim.


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A obra Deixe assim. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.
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