terça-feira, 3 de agosto de 2010

Unfinished


Por mais que o tempo fale tudo, a nostalgia aumenta e se encarna de forma mais visível e segura. Meus olhos não mentem meu bem, seu sorriso mente. Minha fala omite meu bem, a sua desmente.
Há um vazio, que ainda não foi preenchido. Engraçada essa nossa historia. Enquanto o piano emudece e o nosso quadro se perde, a fotografia do nosso amor continua intacta.
Chamaram-me de “amor” esses dias, achei tão estranho o seu “amor” estar na boca de outro sendo que o nosso “amor” era nosso. Perguntei-me se aquela situação embaraçosa de não saber mais quem era o dono do meu amor, iria durar muito tempo.
A “nossa” história, que foi mais minha do que sua, começou mesmo, quando eu bebi do teu cheiro e seu sorriso nascia da minha boca, começou quando fui tua sem ser minha, começou quando terminou a minha.
Não saímos do começo e talvez tenha sido esse o motivo pela qual a nossa historia desaparece sem um fim.



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domingo, 27 de junho de 2010

Indiferente.


Não gosto desse jeito seu, você está sempre com essa garota no pensamento, e tu nem me percebes, logo eu, que estou aqui, do seu lado, morrendo pouco a pouco toda vez que sai uma menina insensata e tola da sua boca, toda vez que suas lágrimas saem de seu belo rosto e nenhuma dessas meninas está lá pra enxugá-las. Precisava dar um grito de socorro, um grito de dor, um grito que clama pelo teu amor. O meu grito está crescendo, já estou nos jornais, daqui dois meses estarei nas revistas, a capa será minha em seis meses e quando meu rosto sair todos os dias no horário nobre que você diz não gostar de assistir, mas senta no sofá pra dar uma relaxada, já que televisão não te faz pensar, eu estarei lá. Estarei lá dando mais um grito de socorro, mais um grito de dor, mais um grito de amor.
Esbarro em você todos os dias, você finge que não sabe, mas no fundo você sabe, sabe que sou louca por você, que seu perfume me desorienta, que o seu “Oi” todos os dias é o que me faz ficar firme o dia todo, às vezes esse “Oi” é o que me faz ficar forte pra continuar no horário nobre só pra ser notada, só pra milhares de pessoas saberem que estou ali por sua causa, que estou perdidamente e apaixonada. Sim, estou perdida.
Ouvi essa música no carro, tentei pensar em mim, mas a conclusão de tudo é que te amei mais que a mim:

“Tentei falar, mas você não soube ouvir tente admitir
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim
Ah, bem mais que a mim”

Só serei livre de você quando ouvir da sua própria boca, só serei livre de você quando disser pra mim que não me quer com todas as suas forças. Estou perdida sem você e não gosto desse seu jeito. Indiferente.



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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onde está você ?


Onde esta você amor?
Procurei seus olhos
Procurei teu cheiro
Está tudo vazio sem você

O mundo fica sem cor
Os doces ficam sem graça
As letras de música fazem sentido,
Todas cabem a mim.

Onde esta você amor?
Você pode me responder?
Não, não pode.
Porque você se foi.

Você desistiu de tudo
Você se foi
Deixou meu coração partido
Onde esta você amor?
Onde está você?



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domingo, 30 de maio de 2010

No poço.


Talvez eu tenha perdido mesmo os meus valores. Talvez eu tenha perdido minha suposta identidade. Talvez o meu brilho tenha apagado no decorrer dos dias. Talvez sua ausência tenha me feito sentir assim. E numa batida de uma canção eu me encontro. - Alguém me ajude, por favor, dê-me uma luz, dê-me um caminho, um amor, dê-me asas e um bom lugar pra respirar.
O poço tem ficado mais fundo, me perdi, eu tento voltar, mas minhas sombras me perseguem aonde eu vou, me sufocam, e eu morro um pouco a cada dia.
Perdoem-me aqueles que esperaram muito de mim, me perdoem aqueles que acreditaram em mim, perdoem-me aqueles que confiavam em mim, mas minhas sombras ainda estão aqui. Elas tem me feito sentir mal, me controlam, me cegam, portanto me perdoem. Quando eu voltar, se eu me libertar, prometo compensar com todas as forças de um coração que insiste pulsar o amor, com todo esforço que meu frágil corpo permitir, com o que ainda restar de mim.


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domingo, 9 de maio de 2010

Raul,


Sei o que está pensando agora, que estou louca e como sempre tomo decisões precipitadas, você não está errado. Eu sou louca por ter confundido um sentimento tão nobre que é o amor com o desejo de te ter e em tão pouco tempo iludir você, enganando o meu próprio coração.

Não se culpe por minha partida repentina, sei que há um mês estávamos fazendo a lista dos melhores cantores de jazz, tomando Jack e ouvindo Corinne Bailey Rae com as pernas enroladas.

Sustentei o meu suposto “amor” por muito tempo. Gosto de você, gosto do seu sexo, gosto do seu beijo que atiça meu lado mulher, que me tira do centro e me desequilibra. Mas só isso não é o suficiente, não pra mim.

Minha tentativa de me apaixonar com o tempo só me fez frustrar nas minhas próprias teorias. Tudo acontece por etapas. Confundi sentimentos. Não consegui fazê-los tornarem-se recípocros. Eu não amo você. Nunca foi teu o meu choro. Não posso mais ficar.

Agüentei o que podia agüentar, fomos um bruto de um casal pagão, nosso sexo foi selvagem, mas o meu amor nunca aconteceu, não dá mais pra fingir ser o que não sou, sentir o que não sinto. Desejaria te ter como amigo, na verdade desejaria te amar, mas eu sei que as coisas não são tão simples e as feridas não se cicatrizam de repente.

Deixei suas roupas na lavanderia do prédio, a empregada vem limpar o apartamento amanhã cedo, se eu esqueci alguma coisa, pode doar ou dê a ela. Ela gosta das minhas lingeries. Fui embora e não volto, não venha me procurar.

Adeus,



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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Minha Lei.


- Esta chovendo lá fora!
- Mas eu preciso ir!
- Fique mais um pouco.
- Eu vou chegar atrasada.
- Eu não sou importante pra você?
- Você é.
- Então não se vá baby.
- Lá fora está tão frio.
- Sim, muito frio, fique.
- Não sei se devo.
- Venha sonhar comigo mais uma vez.
- Eu não posso ficar.
- Só mais um pouquinho.
- Eu não posso.
- Então me beije.
- Se eu beijá-lo não conseguirei sair daqui.
- Você não precisa.
- Mas...
- Lá fora está chovendo muito.
- Está.
- Me beije com esses doces e belos lábios.
- Você é tão...
-
-
- Tão o quê?
- Nada.
- Eu sou nada?
- Não, você é tudo.
- Posso te amar?
- Por toda minha vida.
- Então não fuja de mim, fique comigo.
- Será a minha lei.



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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Morri no tempo.


Faz tempo que não falo a palavra AMOR
Ouço sua voz para alimentar a dor
A dor que morre e nasce,
A dor que cresce com fases.

Faz tempo que não amo ardentemente
Minha mente fica com você constantemente
Não me entrego fácil,
Ainda tenho esperança de te ter em meus braços.

Faz tempo que não beijo sem pudor
Meu pensamento é fixado no nosso primeiro amor
Amei-te inconsciente
Amei-te num juízo ardente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caso Sério.


Foi homicídio doloso o nosso amor
Não esperei
Não desejei
Nunca fiz questão de acontecer

Foi só olhar os teus olhos
Que me vi decorar o seu sorriso
Vi-me apaixonar por um estranho assim,
E meu pensamento vive cheio de você

Quando ouço sua voz e,
Encontro teus olhos e,
Sinto o teu cheiro
Me perco no meu mais profundo desejo,

Não tenho o teu abraço,
Não te tenho como amigo,
Pode me chamar de boba,
Mas continuo nesse caso sério de Amor.

terça-feira, 9 de março de 2010

Silêncio.


Se eu pudesse entender o teu corpo
Se seus olhos me falassem a verdade
Mas nem uma só palavra.

Estou cansando de esperar-te
Tu és homem sem coração

Fizeste-me te amar,
Sem dizer
Sem olhar
Sem tocar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mudamos.


Mudamos.
É você que cai quando fica ao meu lado,
Fica bobo a me ver passar.
Trouxe um sorriso mais bonito que antes.

Teu olhar é diferente comigo
Ainda sei que tens que sustentar o amor de uma menina
Também perdida nos seus encantos

Mudamos.
Só lembro-me de você ao te ver
Aí me perco no teu olhar
Acompanhado de um sorriso, tento disfarçar.

Mudamos.
Respeito o amor da menina iludida
Meu pedido é que não fiques
Não se aproxime

Ame-me de longe
E se não for amor,
Tenho uma dica:
- Logo vai passar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sonhei com você.


Sonhei ontem com você
Lembro de te ter em meus braços
Num abraço afogado de saudades
Sem aquela sua vaidade

Estava deitada na tua cama
Você com pressa pro trabalho
Sem desenrolar os fatos,
Cedeu grato.

Acordei com raiva:
- Que sonho mais inconveniente!
Fiquei ali deitada,
Pensando em como viver sem você,
Sem saber lidar com a morte dada.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Desumana.


Quando falo que queria amar como uma pessoa normal ama, ninguém acredita. Surpreendo comigo mesma às vezes, pensando quão fria tenho sido com meus sentimentos. Sei que deveria relaxar e acreditar no que alguns homens me dizem implorando pra eu ficar, deveria deixar de exigir tanto.

Já exigi, recebi e não gostei. Bah! Tentei buscar infinitas explicações, mas nem uma delas se encaixou bem no meu quadro. Pensei ser de nascença, nascer sem certos sentimentos não é tão incomum, como sair de uma saga de livros de vampiro ou ter uma alma de outro planeta, evidentemente que não, mas mesmo assim seria uma teoria confusa de explicar para um médico. Um psiquiatra provavelmente me mandaria internar numa clínica na hora.

Uma vez forcei uma relação tentando fazer o amor brotar como uma semente de feijão fazendo essa mesma situação passar 8 vezes mais rápido como numa cena de filme com sexo com crianças na sala, fiquei exausta, afinal. Não indico isso a ninguém, dá uma sensação ruim no estômago, vontade de vomitar sabendo que você está fazendo uma pessoa te amar só pra testar seus sentimentos e saber que daqui umas semanas você irá terminar com um pouco de dó, mas nem um pouco de remorso por fazê-la acreditar que você estava com ela por puro interesse.

Tentei me colocar na situação do outro, pensando como me sentiria se estivesse do outro lado, o que consegui sentir foi que estava do outro lado, nada mais, eu não senti amor como ele dizia que sentia. Isso era sufocante. Sem contar naqueles que não se tocavam e ficavam se debatendo como um peixe fora d’água insistindo fazer brotar “amor” em mim. Umpf!

Comecei esse texto tentando encontrar uma explicação pra mim, até pra não frustrar os poucos leitores do meu blog e para lembrá-los que eu sou normal e não estou surtando. Talvez alguns estivessem dizendo que é pura carência, mas se fosse eu teria me entregado ao primeiro nego que me aparecesse todo carinhoso e com um beijo gostoso, como até apareceu, mas não me fez dormir nem acordar pensando nele.

Sei que 70% da culpa é minha, claro, o meu coração de pedra não se rompe, mas ninguém foi ousado o bastante pra abri-lo sem me fazer enjoar do barulho das ferramentas usadas, como os peixes que se debateram ou os morto-vivos que eu contava pra minha coleção testando meus sentimentos. Talvez a culpa não seja de ninguém ainda, não era pra ser. Prefiro pensar assim. É melhor esperar o momento e descobrir que ”a pessoa do seu lado pode ser o amor da sua vida”. Talvez também seja melhor pensar assim até eu ter certeza que eu não sou uma completa desumana.