terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Distração.


Estava ansiosa. Não gosto nenhum pouco de atrasos, aquela era a única forma viável naquele momento. Numa avenida larga e com um trânsito regular, dividida pelo medo de não chegar a tempo e a demora do táxi. Não era um compromisso comum, o trabalho depende muito de mim.

Tentei distrair com a ilha que separava as duas mãos da avenida e com os carros que passavam numa velocidade também muito regular, não era algo muito louvável, mas foi a partir dessa minúscula distração que o vi.

Não era sonho. Não foi proposital, eu queria me distrair, mas não dessa forma.

As mãos estavam no bolso da frente, sem aparentar fazer um pouco sequer de força, as veias saltavam dos seus braços, que até então eu não tinha percebido que fazia jus ao seu ombro perfeitamente alargado e acompanhado por uma camiseta preta em uma pequena gola V.

Calça Jeans, tênis de marca. Blusa preta. A barba um pouco mal feita, mas nada que um belo maxilar pra concertar a semana corrida e cheia de compromissos de alguém que passou na cidade grande a negócios. Era sexta feira de uma semana normal, ele carregava duas malas. Também esperava por um táxi.

Voltei meu olhar para a avenida, que agora pra mim não servia mais pra distração, a avenida me fazia pensar, ele não. Já fazia algum tempo que ele esperava. Como eu não o percebera antes? Passou um táxi, numa velocidade demasiadamente rápida demais para acompanhar meus pensamentos, que agora só queriam saber do rapaz de blusa preta.

Se fui inconveniente, eu não sei, mas o estudava minuciosamente. A camiseta era um pouco apertada, o peitoral era bem definido, ele coçou o braço esquerdo com a mão direita deixando mostrar um pedaço da tatuagem. Ate aí, meu compromisso já virara comum, o rapaz teve a ousadia de virar o corpo, as costas bem desenhadas. O pescoço mostrava outra parte da tatuagem do braço esquerdo.

Quando ele virou, meu corpo não respondia á parte consciente do meu cérebro. Eu estava virada de frente a ele, com os olhos cerrados, a boca ligeiramente aberta e os braços cruzados, não acreditando no que via.

Ele retribui o olhar, indiferente. Eram verdes. Seus olhos eram verdes. Um verde claro, não tão visível quanto o formato do rosto e a forma do corpo, mas claramente cansados. E claramente verdes. Eu sabia que um táxi passaria em menos de cinco minutos, então fixei meu olhar.

Meus olhos não são tão claros como os dele, mas ele percebeu a investida de um olhar curioso e intrigado. Sorriu. Olhei para os lados para certificar que só eu estava tendo essa miragem e só eu estava tendo aquela reação digna de uma piada, do tipo que nunca viu um homem bonito.

Ele levantou as malas, atravessou a avenida correndo, chegou bem próximo de mim, o seu hálito se misturava com o cheiro do seu perfume, e perguntou se podia ir comigo de táxi. As coisas ficaram um pouco embaçadas na hora, acho que devido às pupilas estarem um pouco dilatadas.
Balancei a cabeça e perguntei sem entender como ele sabia que eu ia pegar um táxi. Ele riu, e um leve e forte som saiu da sua boca ao me ver num estado deplorável. Perguntou entre gargalhadas porque estava fazendo o motorista do táxi esperar por mim, de porta aberta e quase indo embora de tanto me chamar.

Não havia percebido que o táxi havia chegado, a distração teve futuro. Logo depois que tirei meu semblante de boba e sonhadora não sobrou uma brecha sequer para um olhar distante, indiferente e curioso.

Matei minha curiosidade, minha distração. Aquele final de tarde virou a principal atração da minha vida, fomos apresentados ao amor. A única curiosidade que sobrou era de conhecer inteiramente um ao outro. Distrair – se tomou outro rumo na minha vida.


Licença Creative Commons
A obra Distração. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Unfinished


Por mais que o tempo fale tudo, a nostalgia aumenta e se encarna de forma mais visível e segura. Meus olhos não mentem meu bem, seu sorriso mente. Minha fala omite meu bem, a sua desmente.
Há um vazio, que ainda não foi preenchido. Engraçada essa nossa historia. Enquanto o piano emudece e o nosso quadro se perde, a fotografia do nosso amor continua intacta.
Chamaram-me de “amor” esses dias, achei tão estranho o seu “amor” estar na boca de outro sendo que o nosso “amor” era nosso. Perguntei-me se aquela situação embaraçosa de não saber mais quem era o dono do meu amor, iria durar muito tempo.
A “nossa” história, que foi mais minha do que sua, começou mesmo, quando eu bebi do teu cheiro e seu sorriso nascia da minha boca, começou quando fui tua sem ser minha, começou quando terminou a minha.
Não saímos do começo e talvez tenha sido esse o motivo pela qual a nossa historia desaparece sem um fim.



Licença Creative Commons
A obra Unfinished de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vou te amar.


Tudo saiu dos nossos planos
Mas ainda sim eu fiquei
Acredito nesse nosso amor
Sempre vou te amar

Mesmo que o sol se ponha
Ainda vou te amar
Mesmo que a chuva cesse
Vou te amar

Vou te amar
Ainda que as estrelas desapareçam
Ainda que o barco mude de sentido
Ainda que mais nada na vida faça sentido

Amo teu jeito lindo
Amo teu cheiro
Amo teu olhar pedindo que eu fique
Amo poder te amar

sábado, 10 de julho de 2010

Tarde demais.


Seu cheiro me persegue, eu confesso. Fico feliz quando dirige a palavra a mim com atenção, gosto quando todo o seu charme se concentra num simples “Bom dia” e suas covas fazem marcar o mais belo dos sorrisos. Quando ouço sua voz, penso ser um daqueles deuses da Grécia antiga me chamando para ser feliz. Por que me olha como se estivesse traçando todo o nosso futuro juntos? É ridículo. Idiota. Fico sem graça. Eu gosto. Gosto quando me olha feito um zoom de fotografia. Gosto quando num relance, nossos olhares se cruzam e você, sem graça, abana a mão e resmunga alguma coisa ininteligível no canto da boca.

Não acreditei que você ficou mais vergonhoso que eu quando saímos pra comemorar o aniversário de um colega nosso num bar meia boca, nem sei por que fui, tinha que estudar pra prova do dia seguinte, minha amiga disse que ia ser interessante. Ah sim, muito interessante. Quando se trata do próprio aniversariante pode ser interessante pra ela, não pra mim. Enfim, eu fui. Arrependo-me. Por dois motivos. Por poder te olhar e não restar duvidas que eu ainda seja louca por você e essa situação fica mais ridícula a cada dia que passa e por nossa conversa também muito “interessante” não passar de um “Boa noite, como vai?”. A rejeição durou enquanto pôde.

Mas ainda sim, a guria sem graça que você rejeitou a noite toda, foi pra casa com sua amiga bêbada numa velocidade ilegal, pois o aniversariante “interessante” lhe tinha dado o fora e num movimento involuntário e em um não reflexo comum nossos corpos espatifaram em alta direção num outro carro que também levava um motorista não muito consciente de seus atos. Deveriam estar presos. No entanto, quem ficou presa fui eu. Fiquei presa em você. Morri presa num amor que nunca conheceu a luz do sol. Num amor preso em olhares. Olhares que demonstravam carência, desejo, dor, vontade de ter um ao outro e o medo de nunca passarmos do “Bom dia”. Infelizmente, é tarde demais.

domingo, 27 de junho de 2010

Indiferente.


Não gosto desse jeito seu, você está sempre com essa garota no pensamento, e tu nem me percebes, logo eu, que estou aqui, do seu lado, morrendo pouco a pouco toda vez que sai uma menina insensata e tola da sua boca, toda vez que suas lágrimas saem de seu belo rosto e nenhuma dessas meninas está lá pra enxugá-las. Precisava dar um grito de socorro, um grito de dor, um grito que clama pelo teu amor. O meu grito está crescendo, já estou nos jornais, daqui dois meses estarei nas revistas, a capa será minha em seis meses e quando meu rosto sair todos os dias no horário nobre que você diz não gostar de assistir, mas senta no sofá pra dar uma relaxada, já que televisão não te faz pensar, eu estarei lá. Estarei lá dando mais um grito de socorro, mais um grito de dor, mais um grito de amor.
Esbarro em você todos os dias, você finge que não sabe, mas no fundo você sabe, sabe que sou louca por você, que seu perfume me desorienta, que o seu “Oi” todos os dias é o que me faz ficar firme o dia todo, às vezes esse “Oi” é o que me faz ficar forte pra continuar no horário nobre só pra ser notada, só pra milhares de pessoas saberem que estou ali por sua causa, que estou perdidamente e apaixonada. Sim, estou perdida.
Ouvi essa música no carro, tentei pensar em mim, mas a conclusão de tudo é que te amei mais que a mim:

“Tentei falar, mas você não soube ouvir tente admitir
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim
Ah, bem mais que a mim”

Só serei livre de você quando ouvir da sua própria boca, só serei livre de você quando disser pra mim que não me quer com todas as suas forças. Estou perdida sem você e não gosto desse seu jeito. Indiferente.



Licença Creative Commons
A obra Indiferente. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onde está você ?


Onde esta você amor?
Procurei seus olhos
Procurei teu cheiro
Está tudo vazio sem você

O mundo fica sem cor
Os doces ficam sem graça
As letras de música fazem sentido,
Todas cabem a mim.

Onde esta você amor?
Você pode me responder?
Não, não pode.
Porque você se foi.

Você desistiu de tudo
Você se foi
Deixou meu coração partido
Onde esta você amor?
Onde está você?



Licença Creative Commons
A obra Onde está você? de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia dos namorados.


Ta aí, um belo dia dos namorados, sem namorados. Na verdade, um FELIZ dia. Pude rever meus conceitos sobre namorados, porque mesmo que todo mundo fique correndo que nem louco pra comprar um presente ou pra desfilar com alguém do lado como se fosse um cachorro importado,
sei que não preciso DESSE dia pra ser feliz.
Espero muito mais que uma data especial, mas sim que todos os dias sejam especiais e que ao menos, nessa data memorável e completamente comercial, eu ganhe um dia, um ótimo presente :) .


Licença Creative Commons
A obra Dia dos namorados. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em http://elyzacardoso.blogspot.com/.

domingo, 30 de maio de 2010

No poço.


Talvez eu tenha perdido mesmo os meus valores. Talvez eu tenha perdido minha suposta identidade. Talvez o meu brilho tenha apagado no decorrer dos dias. Talvez sua ausência tenha me feito sentir assim. E numa batida de uma canção eu me encontro. - Alguém me ajude, por favor, dê-me uma luz, dê-me um caminho, um amor, dê-me asas e um bom lugar pra respirar.
O poço tem ficado mais fundo, me perdi, eu tento voltar, mas minhas sombras me perseguem aonde eu vou, me sufocam, e eu morro um pouco a cada dia.
Perdoem-me aqueles que esperaram muito de mim, me perdoem aqueles que acreditaram em mim, perdoem-me aqueles que confiavam em mim, mas minhas sombras ainda estão aqui. Elas tem me feito sentir mal, me controlam, me cegam, portanto me perdoem. Quando eu voltar, se eu me libertar, prometo compensar com todas as forças de um coração que insiste pulsar o amor, com todo esforço que meu frágil corpo permitir, com o que ainda restar de mim.


Licença Creative Commons
A obra No poço. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

domingo, 9 de maio de 2010

Raul,


Sei o que está pensando agora, que estou louca e como sempre tomo decisões precipitadas, você não está errado. Eu sou louca por ter confundido um sentimento tão nobre que é o amor com o desejo de te ter e em tão pouco tempo iludir você, enganando o meu próprio coração.

Não se culpe por minha partida repentina, sei que há um mês estávamos fazendo a lista dos melhores cantores de jazz, tomando Jack e ouvindo Corinne Bailey Rae com as pernas enroladas.

Sustentei o meu suposto “amor” por muito tempo. Gosto de você, gosto do seu sexo, gosto do seu beijo que atiça meu lado mulher, que me tira do centro e me desequilibra. Mas só isso não é o suficiente, não pra mim.

Minha tentativa de me apaixonar com o tempo só me fez frustrar nas minhas próprias teorias. Tudo acontece por etapas. Confundi sentimentos. Não consegui fazê-los tornarem-se recípocros. Eu não amo você. Nunca foi teu o meu choro. Não posso mais ficar.

Agüentei o que podia agüentar, fomos um bruto de um casal pagão, nosso sexo foi selvagem, mas o meu amor nunca aconteceu, não dá mais pra fingir ser o que não sou, sentir o que não sinto. Desejaria te ter como amigo, na verdade desejaria te amar, mas eu sei que as coisas não são tão simples e as feridas não se cicatrizam de repente.

Deixei suas roupas na lavanderia do prédio, a empregada vem limpar o apartamento amanhã cedo, se eu esqueci alguma coisa, pode doar ou dê a ela. Ela gosta das minhas lingeries. Fui embora e não volto, não venha me procurar.

Adeus,



Licença Creative Commons
A obra Raul, de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em http://elyzacardoso.blogspot.com/.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Minha Lei.


- Esta chovendo lá fora!
- Mas eu preciso ir!
- Fique mais um pouco.
- Eu vou chegar atrasada.
- Eu não sou importante pra você?
- Você é.
- Então não se vá baby.
- Lá fora está tão frio.
- Sim, muito frio, fique.
- Não sei se devo.
- Venha sonhar comigo mais uma vez.
- Eu não posso ficar.
- Só mais um pouquinho.
- Eu não posso.
- Então me beije.
- Se eu beijá-lo não conseguirei sair daqui.
- Você não precisa.
- Mas...
- Lá fora está chovendo muito.
- Está.
- Me beije com esses doces e belos lábios.
- Você é tão...
-
-
- Tão o quê?
- Nada.
- Eu sou nada?
- Não, você é tudo.
- Posso te amar?
- Por toda minha vida.
- Então não fuja de mim, fique comigo.
- Será a minha lei.



Licença Creative Commons
A obra Minha lei. de Elyza C. foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elyzacardoso.blogspot.com.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.elyzacardoso.blogspot.com.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Morri no tempo.


Faz tempo que não falo a palavra AMOR
Ouço sua voz para alimentar a dor
A dor que morre e nasce,
A dor que cresce com fases.

Faz tempo que não amo ardentemente
Minha mente fica com você constantemente
Não me entrego fácil,
Ainda tenho esperança de te ter em meus braços.

Faz tempo que não beijo sem pudor
Meu pensamento é fixado no nosso primeiro amor
Amei-te inconsciente
Amei-te num juízo ardente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caso Sério.


Foi homicídio doloso o nosso amor
Não esperei
Não desejei
Nunca fiz questão de acontecer

Foi só olhar os teus olhos
Que me vi decorar o seu sorriso
Vi-me apaixonar por um estranho assim,
E meu pensamento vive cheio de você

Quando ouço sua voz e,
Encontro teus olhos e,
Sinto o teu cheiro
Me perco no meu mais profundo desejo,

Não tenho o teu abraço,
Não te tenho como amigo,
Pode me chamar de boba,
Mas continuo nesse caso sério de Amor.

terça-feira, 9 de março de 2010

Silêncio.


Se eu pudesse entender o teu corpo
Se seus olhos me falassem a verdade
Mas nem uma só palavra.

Estou cansando de esperar-te
Tu és homem sem coração

Fizeste-me te amar,
Sem dizer
Sem olhar
Sem tocar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Curada.


O sentimento é de traição
O coração dói ao bater
Ao matadouro estava sendo levada
Sem ser avisada
Foi quando um anjo me alertou,
Não sobre a traição
Mas sobre o caminho do homem
A quem eu estava seguindo em vão.
Descobri que nem o homem sabia
Pensei em lhe dizer
Mas o homem já ia pelo seu caminh.o
Sem olhar pra trás,
Peguei meu coração partido
Levei-o ao curandeiro
Com a receita e o atestado
Não fui à busca do príncipe encantado
Esperei sentada e aliviada ao saber que
Teria meu coração partido curado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Alegria ao te ter.


Ah! seu eu pudesse ter você aqui
Que alegria seria,
Eu me entregaria,
Deixaria você me levar por onde quiser
Num mar de emoções eu me entregaria
- Sim, me entregaria.

Tenho sonhado com você constantemente
Meu pensamento vive em você
Meu coração bate quando te vê
Já olho no espelho
E lembro o que foi ensaiado pra te dizer

Estou ficando louca por você
Mas se você estivesse comigo
Oh! Que alegria seria
Você seria meu e de mais ninguém
Meu amor, meu amigo, meu amante.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mudamos.


Mudamos.
É você que cai quando fica ao meu lado,
Fica bobo a me ver passar.
Trouxe um sorriso mais bonito que antes.

Teu olhar é diferente comigo
Ainda sei que tens que sustentar o amor de uma menina
Também perdida nos seus encantos

Mudamos.
Só lembro-me de você ao te ver
Aí me perco no teu olhar
Acompanhado de um sorriso, tento disfarçar.

Mudamos.
Respeito o amor da menina iludida
Meu pedido é que não fiques
Não se aproxime

Ame-me de longe
E se não for amor,
Tenho uma dica:
- Logo vai passar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sonhei com você.


Sonhei ontem com você
Lembro de te ter em meus braços
Num abraço afogado de saudades
Sem aquela sua vaidade

Estava deitada na tua cama
Você com pressa pro trabalho
Sem desenrolar os fatos,
Cedeu grato.

Acordei com raiva:
- Que sonho mais inconveniente!
Fiquei ali deitada,
Pensando em como viver sem você,
Sem saber lidar com a morte dada.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fique longe.


Queria não gostar de você
Me faz tão mal te ver
Fico sem ar
Tropeço no ar
Fico tonta ao te ver passar

Teu sorriso me faz sorrir
Seu jeito me faz cair
Fique longe de mim
Meu coração apaixonado
Não mede esforços para estar ao seu lado
Então, fique longe

sábado, 23 de janeiro de 2010

Desumana.


Quando falo que queria amar como uma pessoa normal ama, ninguém acredita. Surpreendo comigo mesma às vezes, pensando quão fria tenho sido com meus sentimentos. Sei que deveria relaxar e acreditar no que alguns homens me dizem implorando pra eu ficar, deveria deixar de exigir tanto.

Já exigi, recebi e não gostei. Bah! Tentei buscar infinitas explicações, mas nem uma delas se encaixou bem no meu quadro. Pensei ser de nascença, nascer sem certos sentimentos não é tão incomum, como sair de uma saga de livros de vampiro ou ter uma alma de outro planeta, evidentemente que não, mas mesmo assim seria uma teoria confusa de explicar para um médico. Um psiquiatra provavelmente me mandaria internar numa clínica na hora.

Uma vez forcei uma relação tentando fazer o amor brotar como uma semente de feijão fazendo essa mesma situação passar 8 vezes mais rápido como numa cena de filme com sexo com crianças na sala, fiquei exausta, afinal. Não indico isso a ninguém, dá uma sensação ruim no estômago, vontade de vomitar sabendo que você está fazendo uma pessoa te amar só pra testar seus sentimentos e saber que daqui umas semanas você irá terminar com um pouco de dó, mas nem um pouco de remorso por fazê-la acreditar que você estava com ela por puro interesse.

Tentei me colocar na situação do outro, pensando como me sentiria se estivesse do outro lado, o que consegui sentir foi que estava do outro lado, nada mais, eu não senti amor como ele dizia que sentia. Isso era sufocante. Sem contar naqueles que não se tocavam e ficavam se debatendo como um peixe fora d’água insistindo fazer brotar “amor” em mim. Umpf!

Comecei esse texto tentando encontrar uma explicação pra mim, até pra não frustrar os poucos leitores do meu blog e para lembrá-los que eu sou normal e não estou surtando. Talvez alguns estivessem dizendo que é pura carência, mas se fosse eu teria me entregado ao primeiro nego que me aparecesse todo carinhoso e com um beijo gostoso, como até apareceu, mas não me fez dormir nem acordar pensando nele.

Sei que 70% da culpa é minha, claro, o meu coração de pedra não se rompe, mas ninguém foi ousado o bastante pra abri-lo sem me fazer enjoar do barulho das ferramentas usadas, como os peixes que se debateram ou os morto-vivos que eu contava pra minha coleção testando meus sentimentos. Talvez a culpa não seja de ninguém ainda, não era pra ser. Prefiro pensar assim. É melhor esperar o momento e descobrir que ”a pessoa do seu lado pode ser o amor da sua vida”. Talvez também seja melhor pensar assim até eu ter certeza que eu não sou uma completa desumana.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É Mentira!



É mentira,
Eu preciso de você
Foi tudo uma mentira
Eu sempre amei você

Se for, vá de uma só vez
Não me deixe sofrer aos poucos
Não deixe o sangue escorrer
Se vá logo.

Corra,
Pra que eu não te alcance.
Fuja,
Pra que eu não o sufoque de beijos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Deixo para uma outra vez.


Nada está ao nosso favor
A barra não tem sido fácil.
È meu bem,
O futuro pode ser de dor.

Não se prepare com palavras
Se prepare com a força,
A força de um amor recém criado
Com obstáculos e montanhas.

Não venceremos, talvez.
Mas viva o que sinto,
Deixemos o futuro para uma outra vez.