quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vou te amar.


Tudo saiu dos nossos planos
Mas ainda sim eu fiquei
Acredito nesse nosso amor
Sempre vou te amar

Mesmo que o sol se ponha
Ainda vou te amar
Mesmo que a chuva cesse
Vou te amar

Vou te amar
Ainda que as estrelas desapareçam
Ainda que o barco mude de sentido
Ainda que mais nada na vida faça sentido

Amo teu jeito lindo
Amo teu cheiro
Amo teu olhar pedindo que eu fique
Amo poder te amar

sábado, 10 de julho de 2010

Tarde demais.


Seu cheiro me persegue, eu confesso. Fico feliz quando dirige a palavra a mim com atenção, gosto quando todo o seu charme se concentra num simples “Bom dia” e suas covas fazem marcar o mais belo dos sorrisos. Quando ouço sua voz, penso ser um daqueles deuses da Grécia antiga me chamando para ser feliz. Por que me olha como se estivesse traçando todo o nosso futuro juntos? É ridículo. Idiota. Fico sem graça. Eu gosto. Gosto quando me olha feito um zoom de fotografia. Gosto quando num relance, nossos olhares se cruzam e você, sem graça, abana a mão e resmunga alguma coisa ininteligível no canto da boca.

Não acreditei que você ficou mais vergonhoso que eu quando saímos pra comemorar o aniversário de um colega nosso num bar meia boca, nem sei por que fui, tinha que estudar pra prova do dia seguinte, minha amiga disse que ia ser interessante. Ah sim, muito interessante. Quando se trata do próprio aniversariante pode ser interessante pra ela, não pra mim. Enfim, eu fui. Arrependo-me. Por dois motivos. Por poder te olhar e não restar duvidas que eu ainda seja louca por você e essa situação fica mais ridícula a cada dia que passa e por nossa conversa também muito “interessante” não passar de um “Boa noite, como vai?”. A rejeição durou enquanto pôde.

Mas ainda sim, a guria sem graça que você rejeitou a noite toda, foi pra casa com sua amiga bêbada numa velocidade ilegal, pois o aniversariante “interessante” lhe tinha dado o fora e num movimento involuntário e em um não reflexo comum nossos corpos espatifaram em alta direção num outro carro que também levava um motorista não muito consciente de seus atos. Deveriam estar presos. No entanto, quem ficou presa fui eu. Fiquei presa em você. Morri presa num amor que nunca conheceu a luz do sol. Num amor preso em olhares. Olhares que demonstravam carência, desejo, dor, vontade de ter um ao outro e o medo de nunca passarmos do “Bom dia”. Infelizmente, é tarde demais.